Ok, talvez você não tenha um blog. Como você pensa que é o processo de quem tem um? Alguém lucra?
E em propaganda, você acha que funciona mais ou menos da mesma maneira, ou você não acha nada? Comerciais péssimos, como o de lançamento do Peugeot 207 no Brasil, nascem de um 'insight' estúpido, ou é abstratamente baseado em um briefing cretino, o que resulta em um 'conceito' mirabolante?
Até que ponto a imagem é mais importante que a idéia?
"Imagem não é nada, sede é tudo!". Seria verdadeiro esse título/assinatura? Será que as pessoas ligam mesmo para a publicidade?
E se houvesse algum decreto impedindo layouts lindos, títulos geniais e ações espetaculares de marketing?
E se desaparecerem naturalmente?
Anúncios tipo adsense certamente tomariam conta de revistas, jornais e outdoors, como já dominaram a internet.
E no rádio e na TV, como seria?
Eu sempre gostei daqueles comerciais de concessionárias avisando de promoções relâmpago, somente com letras subindo: "Atenção, últimas unidades com preços especiais". Ou vt's do mesmo estilo chamando para um recall. Comerciais assim, sem sacadas geniais ou efeitos especiais maravilhosos são os que mais me prendem a atenção. Isso ocorre somente comigo?
[caption id="attachment_397" align="aligncenter" width="228" caption="Belo exemplo da velha propaganda, que ainda vive."]
[/caption]Vamos criar uma realidade paralela, na qual as empresas descobrem que links patrocinados e anúncios nos moldes de classficados dão mais resultado que propagandas com idéias.
Nesse cenário, são extintas as agências de publicidade e os grandes veículos de comunicação. Todos sucumbem perante blogs e jornais de circulação gratuita. Esses produtores de conteúdo independentes finalmente recebem o crédito e o dinheiro que merecem, pois sem os "atravessadores", o valor de veiculação se eleva bastante.
As pessoas deixam de sentir raiva da publicidade, afinal, com a segmentação permitida, elas só vêem aquilo que lhe interessa. Ao ler uma matéria sobre saúde, a pessoa já sabe que ali ao lado estão anunciados vários produtos de seu interesse, e não uma propaganda de telefone celular com algum trocadilho difícil de entender.
Esse mundo hipotético, que não precisa da lei "cidade limpa", publicitários ou jornalistas, pode render centenas de páginas, mas voltemos ao mundo real. Na universidade, perto de concluir meu curso, sofri com a tentação de links patrocinados. Eis um relato, meu mesmo:
Odeio o academicismo, mas como queria me formar, lutava dia e noite para concluir a monografia. Ao buscar uma professora que pudesse me orientar no TCC, que evoluía lentamente, fui 'vítima' de uma enorme tentação: adsense, os famosos links patrocinados (que são selecionados por palavras-chave), surgiram bem ao lado da minha troca de e-mails com a professora, e um deles estava vendendo monografias. Foi difícil resistir ao impulso da clicar ali e encomendar um projeto.
[caption id="attachment_395" align="aligncenter" width="259" caption="Adsense 'dentro' dos e-mails em que eu buscava orientação para o TCC."]
[/caption]Numa realidade em que publicitários renomados ganham prêmios e dinheiro com 'idéias' repetidas, grandes portais já etão se rendendo às vantagens e aos cheques polpudos do google. Começam a surgir os primeiros especialistas em "marketing de busca", essenciais para que comunicadores independentes e pequenos veículos sejam bem 'ranqueados' nos buscadores, tenham muitos acessos e, conseqüentemente, muitos cliques em seus links patrocinados, e assim, o blog se torne definitivamente uma profissão. Tem gente que já vive disso, mas a história desse novo mundo está só começando.
[caption id="attachment_396" align="aligncenter" width="252" caption="Parece que tudo que esse nerd faz é oferecer ringtones gratuitos, com muitos links patrocinados ao lado."]
[/caption]
[...] no comercial que eles compravam não significavam nada. E desse dia em diante, links patrocinados tomarão conta da internet e das mídias [...]
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